30.4.15

Sobre a igreja

Por fim, cremos que para o cumprimento de Seu propósito e para fazer conhecida Sua multiforme sabedoria, Deus produziu a igreja (Ef 3:10), que é o Corpo de Cristo (Ef 1:22-23; Cl 1:24), composta de todas as pessoas crentes em Cristo, independentemente do tempo e espaço em que estão. É a intenção de Deus que esse Corpo místico e universal seja manifestado na prática no tempo e espaço sobre a terra como igrejas locais, cada uma das quais inclue todos os crentes em uma cidade (At 2:44; 8:1; 1Ts 1:1).

28.4.15

Sobre a salvação

A esperança de serem glorificados por Deus é a porção de todos os que entraram na salvação por meio da fé pela graça de Deus (Ef 2:8). Todo ser humano é constituído pecador por nascimento e por ação (Rm 5:19, 12). A fim de ser salvo do juízo justo de Deus, uma pessoa deve se arrepender para com Deus e crer no Senhor Jesus Cristo (At 2:38; 16:31; 26:20; Jo 3:15-16) para ser perdoado de seus pecados e ser redimido, justificado e regenerado (At 10:43; Rm 3:24; At 13:39; Jo 3:6). Pela regeneração nos tornamos filhos de Deus (Jo 1:12) e membros de Cristo (1Co 12:27). Pregar esse evangelho a toda a humanidade é nosso grande privilégio como colaboladores com Cristo.

27.4.15

A obra de Cristo na crença da igreja local

Em Sua perfeita sabedoria, Deus enviou o Filho em semelhança de carne de pecado para condenar, na carne, o pecado (Rm 8:3), e, ao morrer na cruz pelos nossos pecados, Cristo realizou uma redenção eterna por nós (Rm 3:24; Ef 1:7; Hb 9:12) e levou-nos de volta a Deus (1Pe 3:18).
Declaramos com júbilo que Cristo ressuscitou dentre os mortos, tanto espiritual como corporeamente, e como Cristo ressurreto Ele é nosso Salvador, que salva-nos não somente dos nossos pecados judicialmente, mas “muito mais… pela sua vida” (Rm 5:10). Cremos que após Sua ressurreição Ele ascendeu corporeamente ao Pai, que O exaltou à Sua destra como Senhor de tudo (At 5:31; 10:36). Hoje Ele está na glória como o Senhor ascendido assim também como o Filho do Homem (7:56), permanecendo humano e perpetuamente Deus.
Em ascensão Cristo hoje é o Senhor de tudo, e aguardamos ansiosamente a Sua volta quando Ele retornará como Noivo para Sua noiva, a igreja (Jo 3:29; Ap 19:7), e como o Rei dos reis para governar sobre todas as nações (Ap 11:15; 19:16). Compartilhamos com todos os crentes a esperança bendita de sermos glorificados por Deus (Rm 5:2; Cl 1:27) e de habitar com Ele eternamente, tendo-O como nosso pleno desfrute enquanto Ele nos tem como Sua expressão eterna (Ap 21:1—22:5).


Como as igrejas locais creem sobre Cristo?

Como cristãos, nossa fé está centrada na pessoa e obra de Cristo. Eternamente Cristo é o Filho unigênito na Deidade (Jo 1:1, 18). No tempo Ele se tornou um ser humano genuíno por intermédio da encarnação (Jo 1:14). Ele é semelhante a nós em todas as coisas, mas sem pecado (Hb 4:15; 1Jo 3:5; 2Co 5:21; 1Pe 2:22). Cristo é Deus completo e homem perfeito, possuindo tanto a natureza divina como a natureza humana. Cremos que as duas naturezas em Cristo são preservadas distintamente e que cada uma mantém suas qualidades distintas sem confusão nem mudança, e sem formar uma terceira, uma nova natureza.

26.4.15

Deus é um ou é três? Como crê a igreja local?

O que a Bíblia nos revela principalmente é nosso maravilhoso Deus. Esse Deus é singularmente um (Dt 6:4; 1Co 8:4b; Is 45:5a) e ao mesmo tempo é triúno – o Pai, o Filho e o Espírito, que coexistem simultaneamente, de eternidade a eternidade, sendo cada um completamente Deus. Embora sejam três, não são três Deuses, mas um só Deus em três pessoas. O Pai, o Filho e o Espírito não são três manifestações temporais de um só Deus; antes, Eles existem eterna e distintamente, mas não separados um do outro (Mt 3:16-17; 28:19; 2Co 13:14; Ef 2:18; 3:14-17; Ap 1:4-5). Como Deus pode ser tanto um só como três é um mistério, mas o mistério não está além de nossa habilidade de crer e desfrutar tal qual nos encoraja o apóstolo Paulo: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós”. (2Co 13:13)

1.4.15

As igrejas locais e a Bíblia

A Bíblia

Nossa fé é baseada na Bíblia Sagrada, que é a palavra de Deus escrita sob Sua inspiração, palavra por palavra (2Tm 3:16) e que contém a revelação divina completa. As Escrituras são plenamente suficientes para levar as pessoas à salvação e conduzi-las à glória segundo o bom prazer da vontade de Deus. Tudo que cremos, proclamamos e ensinamos deve ser basado e limitado ao que a Bíblia diz. (A Brief Response to “An Open Letter to the Leadership of Living Stream Ministry and the ‘Local Churches’”)

31.3.15

Igreja local, quem são eles?

Somos crentes no Senhor Jesus Cristo; nós O recebemos pessoalmente como nosso Salvador. Ele é a Pessoa mais excelente e desfrutável! Nós, nas igrejas locais, O amamos e nos empenhamos em dar-Lhe o primeiro lugar em todas as coisas. Regozijamo-nos em termos sido limpos pelo sangue de Jesus, o Filho de Deus; nascemos de novo pela vida divina do Pai e fomos enchidos com o Espírito Santo.

Nas igrejas locais valorizamos muito a Bíblia Sagrada como a revelação que o próprio Deus faz de Si mesmo e de Seu propósito eterno. Sustentamos a fé comum revelada na Bíblia e que é comum a todos os crentes genuínos.

Somos membros de Seu único Corpo, a igreja, como verdadeiramente todos os crentes em Cristo o são. A fim de praticar a unidade do Corpo de Cristo com todos os cristãos, reunimo-nos como igreja na cidade (localidade) em que moramos. Existem mais de 2000 igrejas locais em toda a terra que estão e comunhão uma com as outras a fim de expressar o Corpo de Cristo. (http://localchurches.org/)

30.3.15

Novo ciclo de postagens

Desde a primeira até a última postagem abaixo, anterior a esta, este blog teve um motivo definido. Quem ler, entenda.
Iniciaremos outro ciclo de postagens com outro propósito, o que não impedirá, se Deus assim permitir, de voltar ao assunto anterior ou mudar de ciclo.
Sou grato a todos que visitaram, leram e frequentaram meu blog nos últimos anos, e os convido a continuarem lendo minhas entradas.

Que o Senhor obtenha aquilo que deseja entre nós em Sua restauração hoje.

Jonab Gama

Pensamento conforme o princípio comercial

Satanás é um homem de negócios, um comerciante (Ez 28:16, 18; cf. Ap 18:11-19), e seu pensamento é conforme seu princípio comercial. Ele não reconhece o propósito de Deus no relacionamento com aqueles que O amam, que é que eles O ganhem ao máximo, sobrepujando insuperavelmente a perda de tudo aquilo que eles têm além Dele (Fp 3:7-8).

Atentar para nossa história

Precisamos aprender a lição. Durante mais de setenta anos o Senhor nos tem guardado de todo tipo de poluição e contaminação. Não podemos avançar de maneira precipitada e descuidada, pois precisamos nos importar com a espiritualidade, com a vida da igreja, com a base da igreja, com a unidade do Corpo e muitas outras coisas. Portanto, ... enquanto avançamos, devemos nos importar com nossas experiências passadas, nossa situação atual e com as muitas igrejas em toda a terra. (FELLOWSHIP CONCERNING THE URGENT NEED OF THE VITAL GROUPS, Mensagem 4)

22.10.12

Missão, angariação de fundos e métodos humanos


Atos 13:2 E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-Me agora Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. (VR)

Esse foi um grande passo dado pelo Senhor visando a propagação do evangelho de Seu reino... Teve início... sem que houvesse nenhuma organização de missão alguma, angariação de fundos, determinação humana e planejamento ou método humanos. Iniciou-se com cinco membros do Corpo de Cristo, fiéis e sequiosos, os quais, mediante o seu serviço e jejum, proporcionaram a oportunidade à Cabeça do Corpo, como o Espírito, de os separar para que levassem a cabo a Sua grande comissão, que é propagar o Seu reino, visando o estabelecimento de Sua igreja... mediante a pregação do Seu evangelho. Esse passo importantíssimo nada tinha a ver com a igreja em Jerusalém organizacionalmente, nem estava sob a autoridade e direção de Pedro e dos outros onze apóstolos de Jerusalém. Começou sozinho e de maneira pura..., longe da atmosfera e influência de qualquer passado e prática..., e, até mesmo, longe da prática e influência da igreja em Jerusalém. Foi um mover realizado absolutamente pelo Espírito, no Espírito e com o Espírito, mediante a coordenação dos membros sequiosos e fiéis do Corpo de Cristo na terra com a Cabeça nos céus. Portanto, não foi um movimento religioso com uma programação humana. A partir...[daí], o mover do Senhor na terra para levar a cabo a economia neotestamentária de Deus teve um começo inteiramente novo. Embora o fluir do mover do Senhor tivesse começado em Jerusalém no dia de Pentecostes e, mais tarde, chegado a Antioquia, e, daí, avançado para o mundo gentílico, teve um início purificado da parte do Espírito na mudança de direção em Antioquia. (Novo Testamento, Versão Restauração – pp. 513-514)

5.9.12

Que o banco ganhe seus honorários


A Questão Relacionada às Finanças

Preferimos que o banco ganhe seus honorários pelo serviço de transferência de dinheiro. Temos de pôr a igreja em âmbito espiritual. No momento em que nossa esfera não é espiritual, tornamo-nos inúteis. (Watchman Nee, Los Asuntos de la Iglesia, p. 233)

31.8.12

A vida da igreja final e máxima, o novo homem


Se for ao Brasil, você vai ver Cristo. Se for à Inglaterra, vai ver Cristo. Se for à Itália, França, Japão, China, Coreia ou Filipinas, você não vai ver nada além de Cristo. Não haverá necessidade de dizer que todos nós somos um: Cristo será cada um de nós. Cristo está com você, está comigo, está com cada crente e com cada igreja local. Não haverá necessidade de apenas falar sobre a unidade. Vamos simplesmente viver Cristo. Essa será a vida da igreja final e máxima, um novo homem universal vivendo e manifestando Cristo. Isso irá concluir esta era, introduzir o reino e trazer Cristo de volta. Por fim, esse novo homem vai se tornar para Cristo a noiva que ama. Alguns vão tomar o caminho ecumênico, tolerar uns aos outros no meio de muitas diferenças, mas ao mesmo tempo o Senhor vai trabalhar em toda situação a fim de obter o novo homem. Todos os santos em muitos países em todo o mundo vão falar a mesma coisa (1Co 1:10): o Cristo único. Vamos falar apenas Cristo, porque estaremos vivendo-O. Ele é nossa vida e pessoa. Ele é o Espírito que dá vida em nosso espírito, e todo o tempo, em tudo, estamos nos voltando para nosso espírito e crescendo nesse Cristo único. (The One New Man, Chapter 3, Section 4)

14.8.12

Apenas nos posicionamos em favor do Corpo


Como, então, ... [a] unidade deve ser preservada? Se incrédulos fossem aceitos na igreja em Foochow, ela deixaria de ser a igreja. Teríamos de chamá-la de seita e abandoná-la. Suponha que algumas igrejas são compostas inteiramente de crentes, mesmo assim ainda existisse o elemento de sectarismo nelas. Também devemos deixar tais grupos. Em seguida, há os que unem várias organizações para se tornarem grandes afiliações ecumênicas. Isso também é a obra da carne, e devemos deixá-las da mesma forma.

A Necessidade de se Posicionar na Condição
do Corpo de Cristo

Se quisermos ter a igreja em Foochow hoje, deve-se ter uma fronteira tão grande quanto o Corpo de Cristo. Se os outros gostam ou não disso, é problema deles. Se os outros tomarão ou não esse caminho, é decisão que cabe a eles. Mas aqueles que querem tomar esse caminho devem ser fieis em se posicionar; eles não devem ser sectários. Não devem permitir, deliberadamente, nenhum incrédulo em seu meio, e não devem substituir o Corpo por empreendimentos ecumênicos. Esse é o princípio básico. Devemos nos posicionar na base do Corpo de Cristo. O Corpo de Cristo determina as fronteiras para a igreja. Esse é o nosso caminho hoje. Esse é o único caminho para os filhos de Deus tomarem em cada localidade.

Temos de ter clareza sobre a posição que devemos tomar. Não podemos ser sectários nem divisivos. Não ... podemos substituir o Corpo de Cristo por empreendimentos ecumênicos. Empreendimentos ecumênicos falam da operação de luz, mas carecem da força para obedecer essa luz; dizem-nos que há o conhecimento da vontade de Deus, mas relutam em preservar essa vontade; há revelação de Deus, mas fracassam em realizá-la. Não é nada mais que um meio-termo.

Deus nos estabeleceu em outra posição, a posição para todos os filhos de Deus cumprirem. Mas os outros não virão até nós. Não estamos dizendo que os outros devem reconhecer o que dizemos que somos. Estamos apenas dizendo que nos posicionamos em favor do Corpo de Cristo.

(Collected Works of Watchman Nee, The (Set 3) Vol. 50: Messages for Building Up New Believers (3), Capítulo 12, Seção 10)

13.8.12

As “filhas” se voltando à “mãe”


Se tivermos ... Cristo como nosso conteúdo, não temos necessidade de mera união. A palavra união não é, dessa forma, bíblica. Efésios 4:3 refere-se à unidade do Espírito, e não à união. Porque Cristo é um só, não Lhe é necessário estar unido. Tudo aquilo que é um não tem necessidade de união. União implica que, antes de os vários componentes estarem unidos, eles estavam separados e divididos. Não temos união nesse sentido; antes, temos unidade. Cristo não está dividido; Cristo é um só.

O movimento ecumênico no cristianismo se esforça em favor da união. Nenhum movimento ecumênico está de acordo com a verdade. ... O frade tem um lugar lá, o padre tem um lugar lá e todos têm um lugar lá. Portanto, aquilo não é a unidade, mas a união do movimento ecumênico. ... Ali há tolerância, mas é tolerante demais. Inclui muitíssimas coisas. A grande prostituta de Apocalipse 17, “a mãe das prostitutas” (v. 5), é a Igreja Romana apóstata, e as prostitutas, suas filhas, têm de ser todas as diferentes seitas e grupos no cristianismo que possuem, em certa medida, o ensinamento, as práticas e as tradições da Igreja Romana. O movimento ecumênico é uma situação em que essas “filhas” estão se voltando à “mãe”. A vida da igreja pura não tem nada maligno transmitido da igreja apóstata.

O novo homem não é ecumênico. O novo homem é singularmente um, um com Cristo e em Cristo. Ninguém tem lugar no novo homem ..., mas Cristo é tudo em todos. Não somos um movimento ecumênico, estamos no novo homem. Somos um só não por nossa bondade, gentileza ou humildade, mas por meio de Cristo; porque Cristo está em você e Cristo está em mim. Cristo está em todos os irmãos da China e do Japão. Todos temos Cristo, e Cristo é a nossa unidade. O que temos não é união ou um movimento ecumênico. O que temos é simplesmente Cristo. Isso não significa dizer que você me tolera e eu tolero você, mas que você tem Cristo e eu tenho Cristo. Eu O amo e você O ama; você vive por Ele e eu vivo por Ele. Todos temos Cristo, então somos um no Cristo único. ... A restauração do Senhor não é um movimento. É completamente a vida de Cristo, Cristo como nossa vida e nossa pessoa.
(The One New Man, Capítulo 3, Seção 3)

3.8.12

Não sejam espoliados de sua herança!


Um Apelo aos Jovens na Restauração do Senhor—
Não Sejam Espoliados de Sua Herança!
... Alguns dos jovens na restauração do Senhor estão sendo espoliados de sua herança (At 26:18; Cl 1:12; Js 14:1) por meio de ensinamentos inadequados. (...) Aqueles que arcam com responsabilidades nas igrejas devem ter o encargo de orientar todos os jovens a entrar e possuir o Cristo todo-inclusivo visando a edificação da igreja (...). É triste, entretanto, que alguns irmãos tenham se desviado do caminho restrito da vida em busca de sucesso...
Comprometer a posição correta da igreja na base da unidade
Alguns jovens (...) foram enganados pelos ensinamentos pervertidos sobre “a unidade do Espírito”, de forma a se unirem outros grupos cristãos a fim de praticar uma falsa unidade com eles. Esse é um erro grave. Desde o início da restauração do Senhor, nossa posição firme sobre a base da unidade foi a fonte de grande bênção em todos os aspectos da vida da igreja (...) Enquanto é verdade que todos os verdadeiros crentes são nossos irmãos e irmãs, e que devemos recebê-los em comunhão, não devemos retroceder para nos unirmos a eles edificando sua obra facciosa em vez da única obra da restauração do Senhor, que é a edificação do Corpo de Cristo...
Segundo (...) [o] Antigo Testamento e o padrão da vida da igreja no Novo Testamento, há uma única base sobre a qual a edificação de Deus tem de acontecer (Dt 12:5, 11; At 8:1, nota de rodapé 1; Ap 1:11). Quando o Senhor fez voltar Seu povo de Babilônia para Jerusalém, foi para reedificar Seu único testemunho do templo no lugar escolhido por Deus (Ed 1:3). Hoje, para o bem da restauração da edificação adequada da igreja como o Corpo de Cristo que o Senhor está levando a cabo na presente era, nos posicionamos fora e à parte do sistema degradado do cristianismo, que está cheio de ensinamentos e práticas não bíblicas. Assim como os filhos de Israel, nunca deveríamos voltar para a terra do cativeiro, para fora da qual o Senhor nos chamou. É perigosamente errado dizer que devemos renunciar à nossa obra de reedificar o templo a fim de juntar-nos ao povo do Senhor em sua dispersão num exercício errôneo de unidade. Tanto o Antigo como o Novo Testamento nos mostram que não pode haver genuína unidade sem a base adequada. Temos plena confiança que se continuarmos firmes no ensinamento e comunhão dos apóstolos e na prática da vida normal da igreja, o próprio Senhor vai prover acréscimos às igrejas (At 2:46-47). [DCP]

30.7.12

Unidade acomodante: dar as mão por sobre os muros


... Pode a comunhão “espiritual” substituir a comunhão da igreja conforme o que a Bíblia estabelece? O que chamam de comunhão “espiritual” não é a verdadeira comunhão espiritual; apenas tomam o termo emprestado. Que é a comunhão “espiritual” de que eles falam? Por exemplo, aqui temos várias xícaras. Originalmente, o propósito de Deus é que todos fossem unidos para serem uma só xícara. Mas cometeram o erro de se dividirem em muitas xícaras. A comunhão “espiritual” é a comunhão que conserva as denominações. (...) Eu tenho minha xícara, você tem a sua, e ele tem a dele. Que é comunhão “espiritual”? Você estende sua mão sobre sua xícara, e eu estendo minha mão sobre a minha xícara, para dar as mãos por cima das bordas. (...) Sua consciência os incomoda caso não haja comunhão nenhuma. Consequentemente, estendem suas mãos por sobre o muro, para dá-las ao outro lado. Esta é a doutrina da assim chamada comunhão “espiritual” de hoje.

Com relação a este assunto, sinto-me muito pesado interiormente. Irmãos, deixe-me dizer uma palavra: se as denominações são bíblicas, vocês e eu devemos pagar qualquer preço para preservá-las. Oh! se é mandamento de Deus, como podemos anulá-las? Mas se as denominações estão erradas...

Mas, por favor, lembrem-se de que este tipo de unidade “espiritual”, ou esta atitude de dar as mãos por sobre os muros, não é nada mais que um método para acomodar, para reconciliar, para aliviar. Não ousam apoiar totalmente as denominações; contudo relutam em abandoná-las por completo. Consequentemente, (...) defendem uma unidade “espiritual”, uma comunhão “espiritual”. O que chamam de unidade “espiritual” significa, nada mais, nada menos, que eles não ousam obedecer a Deus completamente; não ousam seguir inteiramente a palavra do Senhor. Por causa de homens, não se atrevem a ser absolutos para com Deus. O temor de ser absoluto para com Deus é a dificuldade... Na verdade, é por não serem corretos nem absolutos para com o Senhor, que muitos defendem a comunhão “espiritual”, a unidade “espiritual”. Esse método não é proveniente dos ensinamentos das Escrituras, mas da sabedoria e do temor do homem.

... Esse tipo de unidade acomodante não é a vontade do Senhor e não é bíblica. (Watchman NeePalestras Adicionais Sobre a Vida da Igreja)

4.7.12

A chuva entrou

Houve um motivo para o problema em Corinto onde alguns diziam “eu sou de Cefas”, “eu sou de Apolo” e “eu sou de Paulo”. (....) Haviam três entidades ali. Uma era de Pedro, outra de Apolo e ainda outra de Paulo.
Você pode chamá-las de três ministérios, três líderes, três encabeçamentos ou três tipos diferentes de ensinamento; o fato, porém, de haver três criou uma abertura para a chuva entrar, e a chuva entrou. Alguns diziam: “Eu sou de Pedro. Não me importo com Paulo”. Outros diziam: “Eu sou de Apolo. Não me importo com Pedro nem com Paulo”. E outros diziam: “Eu sou por Paulo”. Havia, portanto, em Corinto uma disputa entre os santos; essa disputa tinha origem nos diferentes sabores, tonalidades e atmosferas dos assim chamados ministros…
E nossa situação hoje? Precisamos considerar com sobriedade nossa situação atual segundo essa luz das Escrituras. Novamente digo que eu teria muito mais liberdade para falar a respeito dessas questões se o irmão Nee estivesse trabalhando entre nós. Se isso estivesse acontecendo, ele seria o alvo em vez de mim. Visto que eu sou o alvo agora, é difícil para mim falar a respeito de certas questões, pois o que eu digo pode ser considerado por alguns como uma autojustificação. (Remaining in the Unique New Testament Ministry of God’s Economy under the Proper Leadership in His Move [Permanecer no Único Ministério do Novo Testamento da Economia de Deus debaixo da Liderança Adequada em Seu Mover] pp. 30-31) 

Portar-se, agir e atuar como um só Corpo

Pelo menos posso testificar por mim mesmo e por meu irmão mais velho, o irmão Watchman Nee. Nós sempre nos portamos, agimos e atuamos na restauração como um só Corpo. É por isso que a restauração do Senhor pôde existir nessa terra ao longo dos últimos setenta anos. Não temos nenhuma organização para manter coisa alguma, mas a restauração ainda está aqui. A restauração ainda existe e foi mantida pelo princípio do Corpo. Quando eu ministrava a palavra, freqüentemente considerava o irmão Nee. Considerava o que ele falou; eu não gostava de falar coisa alguma que contradissesse seu ministério. Se eu tivesse falado contradizendo-o, onde estaria a restauração hoje? Devemos conhecer o Corpo. (Remaining in the Unique New Testament Ministry of God’s Economy under the Proper Leadership in His Move (Permanecer no Único Ministério do Novo Testamento da Economia de Deus debaixo da Liderança Adequada em Seu Mover, p. 44)

25.4.12

Firmados na base do Corpo

...Na Palavra de Deus os vários grupos de enviados que se associaram na obra firmaram-se todos na base do Corpo. (...) Todavia, quer trabalhemos numa comunhão cujos relacionamentos sejam apenas espirituais, quer numa organização cujos relacionamentos sejam oficiais, que Deus nos faça absolutamente um nisto: que não busquemos aumento ou expansão do grupo para o qual trabalhamos, e, sim, que o nosso único objetivo seja trabalhar exclusivamente para fundar e edificar igrejas locais. (A Vida Cristã Normal da Igreja, pp. 207-208)

23.4.12

Business, merchandising e meios modernos para sucesso da obra


A propaganda virou uma arte no século atual, mas se tivermos de tomar nosso exemplo de empresários e usar métodos modernos de propaganda para fazer da nossa obra um sucesso, então temos de desistir do ministério e mudar o nosso chamamento. A sabedoria do mundo declara que “o fim justifica os meios”, mas nunca é assim no âmbito espiritual. Nosso fim deve ser espiritual, mas nossos meios devem ser espirituais também. (Watchman Nee, escrito em 1939, livro A Vida Cristã Normal da Igreja, pp. 220-201)

21.4.12

Meios de atrair atenção para a obra


Temos de permitir que o Espírito Santo nos impeça onde Ele quiser, e não devemos buscar apressar as coisas tocando a obra divina com mãos humanas. Não há necessidade de elaborar meios para atrair a atenção para a nossa obra. Deus, em Sua soberania e providência, pode muito bem assumir toda a responsabilidade. (A Vida Cristã Normal da Igreja, p. 201)

20.4.12

Lançar mão de atividade natural


Sei de obras que, no início, baseavam-se puramente na fé e a bênção do Senhor repousava sobre elas. Logo os obreiros sentiram que precisavam estender a obra, e na verdade eles a estenderam além da renda costumeira. Consequentemente tiveram de recorrer a propaganda indireta a fim de satisfazer as obrigações. Devemos acautelar-nos de estender a obra por nós mesmos, pois se a extensão é do homem, temos de usar métodos humanos para satisfazer as novas exigências. (...) É devido ao fato de que métodos humanos são empregados para estender uma obra que meios humanos são empregados para satisfazer as novas necessidades. Desse modo, recorre-se a anúncios e propagandas a fim de resolver o problema. Cartas circulares, relatórios, revistas, representantes, agentes especiais e centros de negócio especiais têm sido meios muito usados por obreiros cristãos para obtenção de fundos para a obra. Os homens não estão dispostos a deixar que Deus a estenda em Seu tempo e, visto que não podem esperar pacientemente pelo seu desenvolvimento espontâneo, mas forçam um crescimento artificial, eles não têm escolha senão lançar mão de atividade natural para satisfazer a exigência desse crescimento. Eles apressam desenvolvimentos, logo eles é que têm de elaborar maneiras e meios para a obtenção de provisões crescentes. O crescimento espontâneo da obra de Deus não necessita de atividades de natureza humana, pois Deus satisfaz todas as exigências que Ele cria. (A Vida Cristã Normal da Igreja, p. 200)

19.4.12

Uma desgraça para o nome do Senhor


Se nossos movimentos são governados pelas provisões financeiras, somos mercenários que trabalham apenas pela paga, ou mendigos a pedir esmolas, e somos uma desgraça para o nome do Senhor. Jamais devemos ir a um lugar pela brilhante perspectiva financeira de trabalhar ali, nem devemos refrear-nos de ir lá porque o panorama financeiro é escuro. (...) Saímos para servir ao Senhor, e não para ganhar a vida. (A Vida Cristã Normal da Igreja, p. 197)

18.4.12

Obra no âmbito do negócio secular


... No mundo, mamon é o maior. Se os servos de Deus não resolverem a questão das finanças claramente, acabarão por deixar inúmeras outras questões não resolvidas também. (...) A atitude dos obreiros cristãos para com as questões financeiras será boa indicação de eles terem ou não sido comissionados por Deus. Se a obra é de Deus, será espiritual; e se é espiritual, o modo de supri-la é espiritual. Se a provisão não está no plano espiritual, a obra em si rapidamente cairá no plano do negócio secular. Se a espiritualidade não caracterizar o lado financeiro da obra, a espiritualidade dos demais departamentos da obra não passa de teoria. (A Vida Cristã Normal da Igreja, pp. 179-180)

12.4.12

A base é local, a comunhão é universal

Precisamos ter clareza com respeito ao assunto básico da igrejaPor um lado, a igreja se expressa localmente, e, por outro, a igreja é universal. Não pense que uma vez que somos a igreja em Pingtung, não precisamos nos importar com outros cristãos na terra ou que é suficientemente bom simplesmente se reunir como a igreja em Pingtung. (...) Suponha que os irmãos em Pingtung digam: “Não teremos nenhum contato com vocês que estão em Taipei. É suficientemente bom termos a base adequada em Pingtung.” Eles estão corretos localmente, mas universalmente são divisivosDessa forma, temos de ajudar as pessoas a verem que a base é local ao passo que comunhão é universal. (The Path of Our Growth in Life, capítulo 9, seção on-line 5)

11.4.12

Lamacento


Os pântanos não podem ser curados (Ez 47:11). Um pântano é um lugar que nem é seco nem tem o fluir de água. Um pântano é constituído em parte, por lama e, em parte por água, por isso, não é seco nem molhado. Um pântano representa uma situação cheia de concessões. Isso significa que sempre que há uma situação em que fazemos concessões, há um pântano. Nunca devemos nos envolver numa situação “pantanosa”.
A nossa posição em relação à igreja deve ser absoluta. Se você se posiciona pela denominação, deve fazê-lo de maneira absoluta. (…) Se se posicionar pela base da igreja, deve fazê-lo de maneira absoluta. Você deve ser frio ou quente, nunca deve ser morno. Ser morno é estar num pântano. Se abdica das denominações e dos grupos independentes e, no entanto, não é absoluto pela base adequada da igreja, você está num pântano. É possível uma pessoa estar na vida da igreja sem ser absoluta. Tal pessoa é um pântano.
Se você está na restauração do Senhor, esteja de maneira absoluta, e não parcialmente. Percorra o caminho todo da Babilônia até Jerusalém. Se parar no meio do caminho, você se tornará um pântano e não terá nenhum fluir, nem sequer um pequeno fio de água. Pelo contrário, terá apenas água suficiente para se tornar “lamacento”. Você se tornará um pântano e um pântano não pode ser curado. Desde que estou na restauração nunca vi um pântano ser curado.
Em Apocalipse 22:11, o Senhor Jesus diz: “Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo a ser imundo; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a ser santo”. Aqui vemos que o Senhor Jesus deseja e exige que sejamos absolutos. Temos de aprender a ser absolutos. Por sermos absolutos estaremos no fluir e o fluir não será um fio de água, mas um rio em que podemos nadar. Então tudo viverá por onde o rio passar. (Reavivamento Matinal: As Quatro Grandes Colunas na Restauração do Senhor; citação do Life-study of Ezekiel, pp. 310-312)

9.4.12

Levar em conta a comunhão da igreja


Pergunta feita ao irmão Witness Lee: Se houver uma igreja posicionada na base adequada como a expressão singular da igreja em sua localidade mas sem comunhão com outras igrejas locais, o que devemos fazer?

Resposta: Esse é um problema gravíssimo. Se um grupo que chegou primeiro a um lugar não tem nenhum nome peculiar, não tem nenhuma crença peculiar nem tem nenhuma comunhão peculiar, e ainda assim rejeita todos os outros cristãos, esse tipo de situação indica que eles são uma seita independente naquela localidade. A Bíblia mostra, por um lado, que depois de a igreja aparecer em uma localidade, a administração daquela igreja local deve ser mantida daquele momento em diante. Por exemplo, nem a igreja em Tainan nem a igreja em Taichung podem interferir na administração da igreja em Taipei. Por outro, nenhuma igreja local é independente. Se alguma igreja local for independente, é uma seita local. Por exemplo, se determinada igreja local decide um dia mudar seu salão de reuniões, não lhes é exigido enviar um aviso à igreja em Taipei. Todavia, eles não devem pensar que uma vez que não lhes é feita essa exigência de enviar um aviso, são assim independentes. Se eles se considerarem independentes, tornam-se uma seita ao declarar sua independência das outras igrejas. Se uma igreja fizer isso, haveria, aparentemente, mais de uma igreja no universo. No entanto, se todas as igrejas locais reconhecerem as igrejas locais em toda parte e tiverem comunhão com elas, permanecerá apenas uma igreja no universo, e nenhuma das igrejas locais será uma seita local. De modo que, além de determinar se um grupo de crentes foi o primeiro a se reunir como igreja local em uma localidade específica, também se deve levar em conta a comunhão daquela igreja local com outras igrejas.
(The Bridge and Channel of God, de Witness Lee, cap. 3)

8.4.12

Situação incurável



Ezequiel 47:9 Toda criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe este rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe este rio. 47:11 Mas os seus charcos e os seus pântanos não serão feitos saudáveis; serão deixados para o sal. 

Charcos e pântanos: "Esses são lugares que não são nem secos nem fluem água, representando uma situação cheia de condescendência [concessões ou meio-termo] e mornidão [indiferença ou apatia]. Essa situação não pode ser curada pelo Senhor (Ap 3:15-16). O Senhor quer e exige nossa incondicionalidade [caráter absoluto ou peremptoriedade] (Mt 10:37; Lc 9:62; Ap 22:11)." – Ezequiel 47:11, nota de rodapé 1

3.4.12

Ensinamento diferente, heresia e a cura bíblica



2Timóteo 2:4: "O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade." 

O objetivo das duas epístolas a Timóteo é impedir o declínio da igreja. Na primeira, o declínio entrou sutilmente por meio dos ensinamentos diferentes (1:3) e, na segunda, desenvolveu-se abertamente e agravou-se por meio das heresias (2Tm 2:16-18). Para impedir o declínio, a verdade tem que ser mantida. A primeira epístola ressalta que Deus deseja que todos os salvos tenham o pleno conhecimento da verdade e que a igreja é a coluna e base da verdade (3:15). A segunda ressalta que a palavra da verdade deve ser corretamente desvendada (2Tm 2:15) e que os que se desviaram devem voltar à verdade (2Tm 2:25).
Nota de rodapé na Versão Restauração do Novo Testamento

30.3.12

A degeneração do fruto na igreja

Deuteronômio 22:9 Não semearás a tua vinha com duas espécies de semente, para que não degenere o fruto da semente que semeaste e a messe da vinha.
A proibição de se semear duas espécies de sementes na vinha de alguém pode tipificar a proibição de se ensinar diferentemente na igreja (1Tm 1:3-4; 6:3; cf. Lc 8:11). A igreja é a vinha de Deus (cf. 1Co 3:9b), e nessa vinha apenas uma espécie de semente, uma única espécie de ensinamento, deve ser semeada (At 2:42 e nota). Se ensinarmos diferentemente, semeando mais de uma espécie de semente, o “fruto” na igreja se degenerará. (Recovery Bible, Deut. 22:9, note 1)

Corretos para com a Cabeça e o Corpo

Devemos ter um bom relacionamento com a Cabeça e o Corpo. (...) A mesa do Senhor nos mantêm em um relacionamento correto com o Corpo do Senhor. Muitos cristãos hoje prestam atenção ao assunto relacionado à recordação do Senhor, mas negligenciam, e até mesmo se opõem à questão do Corpo. Portanto, sua mesa não representa o Corpo; representa sua denominação. Isso anula toda essa parte de 1 Coríntios; o encabeçamento se vai, e o Corpo desaparece. Essa é a vontade sutil do diabo, o inimigo de Deus. Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Devemos ser humildes em submeter-nos ao Seu encabeçamento e sermos submissos ao Corpo; ou seja, devemos estar corretos para com a Cabeça e para com o Corpo.

(General Sketch of the New Testament in the Light of Christ and the Church, A - Part 2: Romans through Philemon [Um Esboço Geral do Novo Testamento à Luz de Cristo e a Igreja - Parte 2: de Romanos a Filemom], Chapter 5, Section 5)

18.12.11

Asseveração inequívoca para bem dos não familiarizados

A igreja, visto ser o Corpo de Cristo, é singularmente uma e inclui todos os crentes em Cristo independente do tempo, espaço ou prática. A igreja como Corpo de Cristo deve ser uma só, porque há tão somente um só Espírito, um só Senhor e um só Deus e Pai (Ef 4:4-6; cf. Jo 17:21). De tal entidade incorporada e universal na qualidade de igreja, nenhuma comunidade de crentes - não importa quão espiritual ou considerável seja - pode reivindicar a propriedade total. (...) Oferecemos esta asseveração inequívoca para bem dos não familiarizados com nossa visão e posição: todos os verdadeiros crentes em Cristo, desde o século primeiro ao vigésimo primeiro, desde Jerusalém até os confins da terra, e de toda tribo, e língua, e povo e nação, compõem e completam a os membros orgânicos da igreja, o Corpo de Cristo, independentes de sua afiliação prática com grupos cristãos específicos, sejam nossos sejam outros. Contrariamente aos rumores falsos sobre nós, inequivocamente, afirmamos que a salvação é pela graça de Deus por intermédio da fé em Cristo unicamente, e não por participação em nossas congregações. (The Testimony of the Local Churches & Living Stream Ministry em http://lctestimony.org)

14.12.11

Discernir o Corpo de Cristo

Participar da mesa do Senhor é um assunto sério. [1Co 11:27-29]. (...) Se comermos o pão e bebermos o cálice do Senhor de maneira indigna, comemos e bebemos julgamento para nós mesmos. Quando participamos da mesa do Senhor, devemos discernir o corpo. Temos de considerar o que está sendo exibido na mesa. O pão na mesa significa não só o corpo físico do Senhor, mas também o Seu Corpo místico, o próprio Corpo único de Cristo como a expressão do Deus Triúno. Participar desse pão é sério. Temos de discernir o pão que vamos partir. Ele tem de ser uma figura do corpo de Cristo partido na cruz por nós, e deve ser uma figura do Corpo místico de Cristo, que é a própria igreja como a expressão do Deus Triúno. A missa da Igreja Católica e a assim chamada santa comunhão das denominações protestantes não apontam para o Corpo singular de Cristo, mas para sua divisão, sua denominação. Ao discernir o Corpo de Cristo, não devemos participar do pão em nenhuma divisão nem com nenhum espírito de divisão.

(Witness Lee, Timely Word, A [Uma Palavra Oportuna], Chapter 1, Section 4)

Posicionados sobre a base, representando o Corpo

Embora possa haver uma “comunhão” em uma igreja denominacional com milhares de membros, todos genuinamente salvos, aquela mesa ainda não representa o único Corpo. Pelo contrário, representa a denominação luterana, presbiteriana ou Batista. Independentemente de quão grande seja seu rol de membros, ela ainda representa aquela denominação. No lado oposto, se houver apenas três ou quatro irmãos posicionados sobre a base da unidade, representando o Corpo, o que eles têm é a mesa do Senhor adequada no discernimento do Corpo. Esse é o sentido adequado de discernir o corpo em 11:29.

(General Sketch of the New Testament in the Light of Christ and the Church, A - Part 2: Romans through Philemon [Um Esboço Geral do Novo Testamento à Luz de Cristo e a Igreja - Parte 2: de Romanos a Filemom], Chapter 5, Section 5)

Errados com respeito à ceia

Se estivermos errados com respeito à ceia do Senhor, estamos errados com respeito ao Corpo, porque assim não discernimos o corpo (1Co 11:29).
O pão sobre a mesa tem dois significados. A ceia do Senhor é para se recordar do próprio Senhor. (...) A mesa do Senhor, contudo, é para a participação mútua, a comunhão dos santos; é a festa do Senhor para a comunhão do Corpo [1Co 10:16, 17]. (...) Enquanto temos comunhão uns com os outros na mesa do Senhor, vemos o pão como o símbolo do Corpo universal e místico de Cristo, que é a igreja (Ef 4:4). Assim, um aspecto do pão é para recordar do próprio Senhor, enquanto o outro aspecto é para a comunhão com todos os santos no único Corpo místico.
Dessa forma, discernir o corpo em 1 Coríntios 11:29 tem dois significados. (...) Temos de discernir se aquilo não é algo comum, porque simboliza o corpo do Senhor crucificado por nós na cruz. Não devemos participar dele como se fosse um simples pedaço de pão pela manhã. Ao contrário, devemos tomá-lo com reverência. Além disso, também temos de discernir o Corpo universal e místico de Cristo. É por isso que não devemos participar da “comunhão” nas denominações, porque elas são divisões. Participar de sua “comunhão” é partilhar da sua divisão. Aquilo não é a mesa do Senhor, mas uma mesa de divisão. A mesa do Senhor deve estar em uma base adequada, que representa não uma seita ou uma denominação, mas o Corpo.
(General Sketch of the New Testament in the Light of Christ and the Church, A - Part 2: Romans through Philemon [Um Esboço Geral do Novo Testamento à Luz de Cristo e a Igreja - Parte 2: de Romanos a Filemom], Chapter 5, Section 5)

Mesa denominacional versus a mesa do Senhor

Pergunta feita ao irmão Watchman Nee: Sobre o assunto da reunião da mesa.

Resposta do irmão Watchman Nee: Há dois aspectos quanto ao assunto relacionado à reunião da mesa. Por um lado, lembramo-nos do Senhor e temos comunhão com Ele; por outro, os crentes têm comunhão uns com os outros. [1Co 11:17-34; 10:14-22; 11:24-25; At 2:42]. (...) Assim, quando temos a reunião da mesa, devemos prestar atenção a, pelo menos, três questões:

  • (1) Não podemos partir o pão com incrédulos. [Lc 22:19; 2Co 6:14-15; 2Jo 10-11]...
  • (2) Se alguém é crente, mas ainda tem os pecados de 1 Coríntios 5:11, não podemos partir o pão com ele. [1Co 5:11]...
  • (3) Quando formos a um lugar a fim de participar da mesa, devemos primeiro discernir o que os objetos exibidos diante de nós representam. “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe julgamento para si mesmo” (1Co 11:28-29). Devemos discernir se o que está exibido diante de nós representa “o corpo”. “O corpo” refere-se, por um lado, ao próprio corpo do Senhor e, por outro, ao Corpo de Cristo: toda a igreja. Devemos pôr à prova e discernir se o pão diante de nós:

A. Refere-se ao corpo do Senhor dado por nós. Lembramo-nos do Senhor e temos comunhão com Ele mediante Sua morte, que é exibida por intermédio do pão e do cálice. Isso não tem relação com comer e beber comuns.

B. Refere-se ao Corpo de Cristo, incluindo todos os crentes, ou se refere-se somente a uma parte dos crentes em certa denominação. Temos de ver o testemunho da unidade do Corpo com todos os crentes mediante o pão sobre a mesa diante de nós. O partir do pão nos mostra nossa salvação. A integridade do pão nos mostra nossa unidade (1Co 10:17). Participamos da mesa do Senhor (v. 21). A mesa do Senhor é para a comunhão de todos os Seus filhos. Uma mesa denominacional é apenas para a comunhão daqueles naquela denominação. A mesa do Senhor é o testemunho da unidade do Corpo de Cristo. A mesa das denominações é o testemunho da divisão. Participar da mesa de “divisão” não é o mesmo que participar da “ceia do Senhor”. Isso é “não para melhor, mas para pior” (11:17-20).

Portanto, não podemos participar da mesa com incrédulos nem com crentes com pecados de 1 Coríntios 5:11. Também não podemos participar das mesas das denominações. “Todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor” (11:27).

(Collected Works of Watchman Nee, The (Set 2) Vol. 25: Collection of Newsletters (1) [Obras Reunidas de Watchman Nee (Série 2) (Vol. 25: Coleção de Boletins], Chapter 6, Section 9)

7.10.11

Não se deve perturbar a unidade?

Pergunta feita ao irmão Lee: Tenho escutado alguns dizerem que todos nós devemos “permanecer no mesmo barco”, quer estejamos certos ou errados; que se for para “pularmos de um precipício”, que pelo menos sejamos um; que não se deve perturbar a unidade mesmo se sentirmos objeção interior; e que devemos simplesmente seguir juntos e confiar que o Senhor abençoará a unidade e nos restaurará de alguma maneira. O que você acha disso?

Resposta do irmão Lee: Tal conversa é infantil, tola, leviana e completamente ilógica. Precisamos ter uma vida da igreja lógica. Nenhum outro livro é tão lógico quanto a Bíblia. Toda verdade é lógica. Não devemos aceitar essa conversa boba e superficial. Precisamos aprender a verdade para que possamos discernir esse tipo de falar. Não devemos ser rebeldes ou desobedientes nem causar problemas ou tumulto, mas nossa obediência deve ser baseada no conhecimento adequado da verdade lógica. Se alguém se levanta em uma reunião e fala algo blasfemo ou herético, não devemos ser enganados pensando que se “ficarmos no barco a fim de manter a unidade”, tudo vai acabar bem.

Alguns, nos últimos anos, têm dito que os santos não devem ter nenhum discernimento e que discernir não é amar. Todavia, Primeira Coríntios 14:29 diz que devemos discernir. Filipenses 1:9 diz: “E por isto oro: que o vosso amor transborde ainda mais e mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento”. O amor deve abundar em discernimento, não em asneira. Precisamos amar com sobriedade, não cegamente. O amor adequado está no pleno conhecimento e em todo o discernimento.

Não quero dizer que os santos devem se rebelar contra a igreja ou contra os presbíteros. Por um lado, Deus não ordena nenhuma liderança oficial, permanente, organizacional ou posicional em Sua economia neotestamentária. Por outro, Hebreus 13:17 diz: “Obedecei aos que vos lideram e sede submissos a eles”. Primeira Pedro 5:5 diz: “Os mais jovens, sede submissos aos mais velhos”. Toda verdade tem dois lados. Precisamos manter os dois lados de toda verdade a fim de sermos equilibrados. Um lado da verdade é que cada membro é responsável por conhecer e praticar a verdade; o outro lado é que também precisamos aprender a conhecer e dominar nossa carne para sermos humildes e nos submetermos aos outros.

(Witness Lee, Crucial Principles for the Proper Church Life [Princípios Cruciais para a Vida Adequada da Igreja], Chapter 7, Section 5)

27.9.11

Não sou eu livre?

Primeira aos Coríntios 9:1a: "Não sou eu livre?"
Primeira aos Coríntios 9:19a: "Livre de todos"

"O apóstolo Paulo estava livre de todos os homens e não era escravo de ninguém (1Co 9:19). Assim como devem estar todos os crentes em Cristo, Paulo estava livre também da escravidão das maneiras específicas de comer, embora praticasse o princípio do amor que considera os outros." (nota de rodapé 2 de 1 Coríntios 9:1 - Versão Restauração do Novo Testamento)

"Isto é, [livre de] todos os homens." (nota de rodapé 1 de 1 Coríntios 9:19 - Versão Restauração do Novo Testamento)

8.5.11

Não seja negligente

... Temos de caminhar de tal forma que possamos discernir o que é correto e o que é incorreto aos olhos de Deus. Em nossa caminhada cristã diária, precisamos desse discernimento. Até mesmo quanto à igreja, precisamos do discernimento. Neste país, o termo “igreja local” se tornou mercadoria popular. Muitos grupos se denominam a igreja local de modo impreciso. Temos de ser capazes de discernir se um grupo é, de fato, uma igreja local normal, genuína, adequada. Temos de discernir. (...) Não seja negligente, pensando que porque dizem que são uma igreja local, devem realmente ser. Algumas são verdadeiras e outras não. Algumas são corretas e outras incorretas; algumas são reais e outras não são reais. Precisamos de discernimento (...) em nosso andar diário, bem como na vida da igreja... (The Visions of Ezekiel, chapter four: Having the hoofs of a calf; Being cloven)

12.3.11

Essas coisas, que ignorantes e instáveis distorcem

Que beleza e que excelência há nessa recomendação! Embora os coríntios tivessem tentado dividir Pedro e Paulo segundo as suas preferências facciosas (1Co 1:11-12), Pedro recomendou Paulo, dizendo que Paulo, assim como ele, ensinava “essas coisas” e que os escritos de Paulo não deviam ser distorcidos, mas ser considerados como “as demais Escrituras” e deviam receber o mesmo respeito que o Antigo Testamento. Não é insignificante que Pedro tenha feito essa recomendação, pois foi ele que foi repreendido face a face por Paulo a respeito da fé do Novo Testamento (Gl 2:11-21). Isso indica que Pedro foi intrépido em admitir que os primeiros apóstolos, como João, Paulo e o próprio Pedro, embora com diferentes estilos, terminologia, discurso, certos aspectos dos seus pontos de vista e modo de apresentar os seus ensinos, participavam do mesmo e único ministério, o ministério do Novo Testamento (2Co 3:8-9; 4:1). Esse ministério ministra às pessoas, como seu foco, o Cristo todo-inclusivo como a corporificação do Deus Triúno, que após passar pelo processo de encarnação, viver humano, crucificação, ressurreição e ascensão, dispensa-Se, mediante a redenção de Cristo e pela operação do Espírito Santo, ao Seu povo redimido como a porção única de vida e como o suprimento de vida e como tudo, para a edificação da igreja como o Corpo de Cristo, que se consumará na plena expressão, na plenitude, do Deus Triúno, segundo o propósito eterno do Pai. (2Pe 3:16, nota 1, última parte)

Revelação sem precedentes

“Um verdadeiro ministro da Palavra de Deus não recebe uma revelação isolada, fora do comum e sem precedentes, mas desenrola a luz que há sobre o que Deus manifestou no passado... A revelação, luz e a palavra atual têm de concordar com a que nos precedeu... Ninguém deve ter uma mensagem autônoma... Devemos ver aquilo que os que nos precederam viram e receber o mesmo que eles receberam.” (Watchman Nee, O Ministério da Palavra)

Uma vida normal

> 1Ts 1:9 - Pois eles mesmos anunciam, a nosso respeito, de que maneira foi a nossa entrada no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus para servir o Deus vivo e verdadeiro. Jo 2:23-24 - Estando Ele em Jerusalém, durante a festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que Ele fazia, creram no Seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos.

No livro de 1 Tessalonicenses Paulo não fala de milagres. Ele não diz que o evangelho chegou aos de tessalonicenses em milagres, maravilhas, e curas. Em vez de enfatizar o sobrenatural e os milagres, Paulo toma seu viver como um fator de pregação do evangelho. Através dos séculos a mente humana tem se interessado pelas coisas que são fantásticas, miraculosas, e sobrenaturais. No entanto, coisas milagrosas não perduram. Mas uma obra que é levada a cabo por um viver apropriado perdurará. (Witness Lee, Life-study of Thessalonians, pp. 95-96)

27.2.11

Obreiros, uma posição perigosa

A maioria das divisões que existem entre os cristãos foram introduzidas pelos obreiros. A história da igreja mostra que quanto mais obreiros foram levantados pelo Senhor, mais divisões foram criadas. Sem dúvidas, John Wesley foi alguém que recebeu muitos dons do Senhor, mas lamento dizer que inclusive ele introduziu uma divisão, a chamada igreja metodista. Temos de aprender a lição da história.
Todos os obreiros estão em uma posição perigosa porque podem introduzir uma seita. Muitas vezes tenho dito que para nós, os obreiros, existe o perigo e a tentação de introduzir seitas e causar divisões. Hoje, muitos de nós, irmãos, aprendemos a servir o Senhor. Esperamos que o Senhor nos dê não apenas um dom, mas também um ministério para que sejamos usados por Ele. Mas devemos ter cuidado. De outra maneira, talvez depois de quinze anos, haverá tantas seitas quanto o número de cooperadores de tempo integram que temos hoje aqui. Se tivermos sete ou oito obreiros hoje, poderíamos ter sete ou oito seitas em quinze anos. Pela história, podemos ver que quase todas as pessoas dotadas foram criadores de seitas. Quase não há exceção. (1963, La Vida y el Camino para la Práctica de la Vida de la Iglesia, p. 111)

18.2.11

O que é a restauração do Senhor?

Em muitos de nossos programas de rádio e publicações você vai ouvir o termo restauração e a restauração do Senhor. Eles se referem a uma verdade muito fundamental e maravilhosa que se relaciona com a obra de Deus. Quando lemos a Bíblia, especialmente o Novo Testamento, vemos muitas verdades maravilhosas e práticas que parecem pertencer apenas à igreja primitiva. Por exemplo, todos os crentes foram chamados de santos no Novo Testamento (At 9:41; 26:10; Rm 15:26), mas hoje poucos são os crentes que se consideram como santos.
Essa é uma pequena verdade que foi perdida, mas é uma verdade muito rica que pode beneficiar-nos muito se for restaurada entre nós. Os crentes de Corinto tinham, talvez, os mais graves problemas dentre os que o apóstolo Paulo apontou; ainda assim, ele não deixou de chamá-los de santos (1Co 1:2). Independentemente da índole e comportamento, Paulo sabia que a posição e prestígio deles diante de Deus sempre foi a de santificados, santos, que estavam sendo transformados para finalmente se igualarem a Ele em vida e natureza. Como isso nos é útil e quão elevado para nossa vida cristã diária se soubermos que somos os santos de Deus, que estão sendo transformados à Sua semelhança!
Existem muitas verdades grandes e práticas cruciais que precisam ser restauradas pelos santos. Na história da igreja, o Senhor tem usado muitos crentes notáveis para restaurar itens críticos tais como a justificação pela fé (Martinho Lutero), a segurança eterna de nossa salvação (João Calvino), a relação fraterna e a vida da igreja entre os crentes (Conde Zinzendorf), a vida interior dos santos (Madame Guyon e muitos outros), o estudo da Bíblia de acordo com os tipos, sombras e figuras (Irmãos Britânicos) e a unidade prática da igreja (Watchman Nee). Em nosso tempo, fomos muito ajudados pelo irmão Witness Lee para ver a restauração da vida prática do Corpo e a salvação completa e orgânica de Deus.
À medida que consideramos a obra de Deus ao longo dos séculos, podemos facilmente ver que ela é uma obra progressiva com intuito de restaurar todas as verdades ricas e práticas cruciais que Ele uma vez entregou aos apóstolos. Quase tudo foi perdido muito cedo, se não na compreensão, pelo menos na experiência plena dos crentes; mas Deus tem trabalhado para restaurar todo e qualquer item da verdade e da prática preciosas. Isso não tem sido apenas uma obra entre os santos, mas uma obra nos santos. Hoje, estamos no final dessa obra de restauração, e nossa compreensão e experiência certamente se beneficia daquilo que o Senhor tem feito até este momento. Agora, porque fomos tão ricamente abençoados por Sua obra de restauração já decorrida e porque desfrutamos de Sua obra de restauração em andamento entre nós, podemos dizer que nós, que participamos dessas bênçãos, somos Sua restauração. Louvado seja o Senhor pela restauração do Senhor!
Retirado e traduzido de: http://www.lsmradio.com/hearing-of-faith/whatis.html, June 1998 - What is the Lord's Recovery?

27.1.11

Oh! Senhor, livra-nos!

Da intenção de se fazer uma obra extra dentro da obra singular da restauração do Senhor;

Da inclinação de manter territórios separados na restauração que resulta no sentimento de que se cruza o território de uma pessoa;

Da maneira de não ter a obra de alguém mesclada com a de outrem;

Da expectativa oculta de ser uma figura proeminente na obra do Senhor, desprezando que na restauração todos são ninguém e Cristo é todos,

Oh! Senhor, livra-nos!

16.1.11

Segui aquele único ministério

Depois de ver que há um só fluir e descobrir onde ele está, precisamos mergulhar-nos nele, esquecendo nossos conceitos, aprendizados, compreensões e pontos de vista passados. No que diz respeito ao fluir, tudo isso nada significa.... No mesmo dia em que eu disse ao irmão Nee... que trabalharia com eles e aprenderia dos irmãos, abandonei tudo e segui aquele único ministério. Jamais me arrependerei de tal decisão. Aleluia por aquela escolha! Ninguém pode medir a nutrição e o aperfeiçoamento que recebi como resultado de tomar tal caminho. (EV de Gênesis, p. 1365)

O único fluir na terra: viajar, estudar, etc. para descobri-lo

O Senhor ainda está trabalhando e movendo-se para efetuar algo na terra. Para Ele cumprir o Seu propósito, deve haver um fluir. Entre as muitas atividades existentes nos círculos cristãos, deve haver o fluir do mover do Senhor. Certamente você crê que o Senhor ainda vive, move-se e trabalha na terra. De acordo com o princípio, deve haver um único fluir do Senhor na terra. A Bíblia revela que sempre houve um só fluir. Havia um fluir com Abel, Noé e Abraão, e no fim do Antigo Testamento havia ainda somente um único fluir. Ocorre o mesmo no Novo Testamento. Porque o Senhor ainda vive, move-se e trabalha na terra, deve haver também um só fluir hoje na terra.

Já que existe somente um fluir na terra, devemos fazer todo o possível para descobrir onde ele está. Certamente vale a pena viajar e estudar para descobri-lo. Não sou uma pessoa estúpida, que segue as coisas cegamente. Antes de atirar-me no fluir, procurei e pesquisei tudo. Desisti do meu emprego, da minha família e de tudo o tinha. Não queria desperdiçar o meu sacrifício. Então gastei tempo para estudar o assunto. Por fim, fiquei convencido de que este é o fluir, e já há mais de quarenta e cinco anos não tenho tido dúvidas sobre isso. (Estudo-Vida de Gênesis, mensagem oitenta e oito)

11.1.11

"Uma cidade, uma igreja" não é para divisão

A restauração do Senhor é baseada na verdade que Cristo tem somente um Corpo, que é expresso em muitas localidades como as igrejas locais (Ef 1:22-23; 4:4; Ap 1:11). Há somente um Cristo, que tem somente um Corpo. Por isso, o Corpo de Cristo é único. O Corpo de Cristo é a igreja. Assim, o Corpo de Cristo é a igreja universal, único no universo, mas a igreja universal, ou o Corpo de Cristo, é manifestada na terra em diferentes localidades. Essas são as igrejas locais. O irmão Watchman Nee nos ajudou a ver que a unidade da localidade é a cidade. Atos 14:23 diz que os apóstolos designaram presbíteros em cada cidade. Depois, em Tito 1:5 Paulo encarrega Tito de designar presbíteros em cada cidade. Esses versículos mostram que a unidade da localidade é uma cidade. É por isso que dizemos: “Uma cidade, uma igreja”. Entretanto, “uma cidade, uma igreja” não é para divisão, mas para unidade, porque em todo o universo há somente uma igreja. Assim, quando essa única igreja se manifesta na terra, em cada cidade tem de ser “uma cidade, uma igreja”. As igrejas locais são simplesmente a única igreja universal sendo manifestada em cada localidade. Se tivermos a visão da igreja, do Corpo de Cristo, e o que são as igrejas locais, vamos saber que a comunhão entre as igrejas é a comunhão do Corpo. Esses dois não podem ser separados. (Singularidade II, mensagem 4)